Regularidade e Reconhecimento

Regularidade e reconhecimento são conceitos e condições diferentes, que devem ser levados em consideração ao se referir a essa ou aquela Obediência e/ou Potência maçônica simbólica, seja ela uma Loja, Grande Loja ou um Grande Oriente. Basicamente Maçonaria regular é aquela, que obedece certo direito consuetudinário, composto por antigas tradições e obrigações historicamente reconhecidas, mas também a regras claras de origem e de funcionamento, estabelecidas universalmente pelos primeiros Maçons e aceitas na atualidade pelos Maçons modernos congregados no mundo todo.

É consenso entre os Maçons, que a regularidade da Maçonaria Simbólica decorre de:

Regras de origem:

  • Ser constituída por três Lojas Regulares;

  • Ter Carta Constitutiva expedida por uma Grande Loja ou Grande Oriente Regular;

  • Ser fundada em território independente;

  • Ser soberana em sua administração.

Regras de funcionamento: 

  • Crença em um Ser Superior ou Princípio criador; 

  • Sigilo quanto aos assuntos maçônicos;

  • Simbolismo operativo;

  • Divisão apenas em três graus: Aprendiz; Companheiro e Mestre;

  • Presença obrigatória de um Livro Sagrado, do Esquadro e do Compasso;

  • Observância da Lenda do Terceiro Grau;

  • Prestação de juramento à Maçonaria perante de um Livro Sagrado;

  • Liberdade de investigação da Verdade;

  • Proibição de discussões sectárias de caráter político-partidário e religioso. 

Se uma Obediência atende a essas regras, ela é indiscutivelmente regular. 

Há uma corrente de estudiosos maçônicos, que defende a tese de que Potência ou Obediência Regular é toda aquela, que tem reconhecimento da United Grand Lodge of England – UGLE (Grande Loja Unida da Inglaterra), visto essa ser a Primeira Grande Loja Maçônica da história e em funcionamento contínuo, tida por isso como a Grande Loja Mãe do Mundo. No Brasil, há atualmente apenas cinco Obediências/Potências Maçônicas com o referido reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, são eles:

Já o reconhecimento é um ato administrativo, de caráter meramente diplomático e que diz respeito à prática de relações exteriores entre potências e obediências maçônicas. Toda Obediência tem autonomia para reconhecer ou não outra Obediência regular, assim como retirar esse reconhecimento quando concluir, que foram feridos os princípios do tratado de reconhecimento. Afora, com as polêmicas e anomalias acerca dessa temática, pode-se dizer que para se obter o reconhecimento, implica que uma dada Potência e ou Obediência Maçônica seja regular, mas para ser regular, não é necessariamente obrigatório, que ela deva ter o reconhecimento tácito, desta ou daquela Grande Loja ou Grande Oriente.