Colunas Zodiacais



Colunas Zodiacais

Resumo para constituir apresentação de palestra em Power-Point

por

Ariosto Crispim da Silveira MMI

(janeiro 2019) Centenária Loja Maçônica Porangaba Nº 2 Oriente de Fortaleza - Ceará

As colunas zodiacais num templo maçônico do Rito Escocês Antigo e Aceito são doze. Servem como símbolos de demarcação do caminho do homem maçom em desenvolvimento. Localizam-se todas no ocidente e são sinais do crescimento do aspecto material, moral e ético do iniciado, que durante sua jornada transcende em sua religação com a divindade. São seis em cada lado, normalmente engastadas nas paredes e sempre na mesma ordem. Constituem mais da metade de toda a decoração da loja. Suas representações gráficas apresentam misturas dos quatro elementos místicos estudados por Aristóteles da Grécia antiga e sete astros.

Na história humana existem diversos povos que desenvolveram técnicas astrológicas, entre os mais conhecidos estão: caldeus, chineses, egípcios, árabes, gregos e astecas. Todas resultantes da necessidade de prever o resultado da influência da interação de forças gravitacionais, de atração e repulsão dos corpos celestes e que modificam o meio-ambiente da fina camada da biosfera com uns seis mil metros de espessura.

Segundo visão recente, esta camada é um imenso ser vivo global, onde cada ser vivo é parte integrante do todo, distribuída em redes de relações interdependentes, de complexidade crescente e denominada Gaia. Como não existia tecnologia no passado para definir como os fenômenos gravitacionais eram sentidos por Gaia, pois ao homem limitado daquela época era impossível determinar como atuavam fisicamente aquelas linhas de força invisíveis, então ele desenvolveu especulações de como e o que poderiam ser e lhes impôs conotação mística e mágica.

Processos empíricos culminaram por desenvolver técnicas de previsão que geraram imenso cabedal de cultura mística. A técnica permitia prever fenômenos físicos que influíam na vida, como o regime das cheias de um rio ou a posição de um astro no céu num determinado dia do ano. Isto determinou destaque e importância da astrologia nos governos políticos. Naquela época, política e religião formavam um conjunto indissolúvel, o rei normalmente também era sacerdote, mágico e até divindade. Sem as previsões da leitura da posição dos astros era temerário governar. Na maioria das vezes o diferencial entre vida e morte, saciedade e fome.

Os detentores do conhecimento da influência dos astros na biosfera eram considerados mágicos e cercavam sua tecnologia do maior sigilo, só revelado a iniciados, aos treinados nas técnicas do conjunto de doutrinas simultaneamente: místicas, astrológicas, alquímicas, mágicas e filosóficas, atribuídas pelos seus autores da antiguidade greco-latina à inspiração do Deus Hermes Trismegisto, origem da designação Hermetismo e relacionado ao Deus egípcio Thot. Este conjunto de técnicas influenciou teólogos, alquimistas e filósofos na Idade Média. E como parecia mágico o

que aqueles iniciados faziam, qualquer coisa que falassem era sempre cercada da maior importância, até veneração.

Um dos ramos desta cultura mística, mediante observação de reis e pessoas, procurou determinar uma relação entre o dia do nascimento da pessoa e seu caráter. O processo empírico com que foi desenvolvido o sistema partiu do que se conhecia do homem em sentido moral, ético, beleza, força, determinação, para conectá-lo a posição dos astros. Uma espécie de engenharia reversa, que parte do resultado para lhe determinar fonte ou origem. Assim originaram-se os diversos métodos astrológicos, cujo objetivo era decifrar a influência dos astros no curso dos acontecimentos terrestres e na vida das pessoas, em suas características psicológicas e em seu destino, explicar o mundo e predizer o futuro de povos ou indivíduos. O mais famoso de todos, segundo especialistas, foi o sistema dos astecas. Com isto se influenciou o povo em ver nas previsões dos astrólogos a delineação de rumos para as suas vidas, a semelhança que se dava aos fenômenos naturais influenciáveis pelas linhas de força da gravitação universal.

Os rituais maçônicos usam os signos, sinais do zodíaco, em sentido simbólico, não falam em horóscopo, ou em diagrama das posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais num momento específico, como o do nascimento de uma pessoa. O homem livre não carece disto quando estuda e evolui.

As bases para a localização das constelações usadas na astrologia são tão antigas que hoje necessitam de correção astronômica. A razão de apresentar as colunas dentro de um templo maçônico, naquelas posições e respectivos aspectos herméticos tem objetivo diferente da adivinhação do futuro usado no passado. Augusto Comte, que fundou a escola filosófica do Positivismo e criou um conceito de ciência social denominada Sociologia, em suas postulações e assertivas, aniquilou definitivamente a astrologia; e dizem que com isto deu-se advento ao Materialismo e descrença generalizada no poder místico da Astrologia que até então era considerada uma ciência.

Na filosofia maçônica as colunas zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem. É fácil deduzir que sua existência no Rito Escocês Antigo e Aceito tem finalidade educacional, parte de uma metodologia pedagógica específica à semelhança de outros símbolos e ferramentas.

Para o iniciado colocado no plano do templo, independente da posição que ele ocupe no ocidente, na coluna do norte ou do sul, ele faz parte do centro da loja. Está cercado pelas colunas zodiacais em qualquer posição que ocupe naqueles quadrantes. Mas em verdade estão dispostas sobre um circulo imaginário cujo raio é de tal amplitude quanto a imaginação do observador pode alcançar. O círculo é dividido em doze partes iguais e para cada fragmento de arco assim definido deu-se o nome usado pelos astrólogos no vaticínio do destino do homem. O raio é finito, limitado, assim como o mundo material, mas nada impede do observador especular para além deste limite, para algo bem mais amplo, sempre de abrangência limitada. É por isto que todas as colunas zodiacais ficam no ocidente, onde o Universo é limitado e restrito ao mundo material e visível.

Cada coluna representa uma constelação conhecida que serve para determinar direções para a cognição no estabelecimento da verdade. A ordem em que estão colocadas dá a direção a ser seguida por aquele que busca a verdade alicerçada na filosofia maçônica. Nada têm de mágico porque o conjunto é apenas suporte para especular detalhes

pormenorizados da jornada entre a materialidade e a espiritualidade, do esquadro ao compasso, da religação individual com a divindade de cada um.

Depois de perambular pelo Universo conhecido, maravilhando-se com a obra do Incriado, até onde a vista alcança, até onde a imaginação o carrega, o homem passa a olhar para si mesmo e caminha ainda mais para o centro, buscando a paz e a tranquilidade de um local sem agitação. E bem no centro de si mesmo, ao centro do próprio homem, contempla outra maravilha, outro Universo, uma miniatura daquele cosmos conhecido e representado pelas colunas zodiacais. Este é o verdadeiro centro do Universo da ótica do iniciado. É quando ele desvela o seu mundo interior, a suprema verdade do triunfo humano, a espiritualidade do maçom, ou aquilo que ele considera a representação da mesma. O conjunto aponta o cosmos, de onde é réplica uma realidade física e transcendental interna de cada iniciado, o seu macrocosmo, o seu Universo interior, onde ele encontra os vestígios do Grande Arquiteto do Universo e torna-se homem livre e útil ao propósito divino.

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Das tantas influências, ou heranças da Maçonaria, e aqui tomo a liberdade de acrescentar, discutíveis ou não, a Astrologia tem o seu lugar garantido no conjunto todo que constitui o legado das antigas crenças, filosofias e ciências. Sem dúvida, aí estarão se consolidando alguns aspectos do misticismo que a Maçonaria também herdou.

O Irmão Castellani, uma vez, com muita propriedade, sintetizou a história da Astrologia, tendo escrito na ocasião: “Embora seja, a Astrologia, muito antiga, remontando à época dos sumerianos, que ocuparam o Sul da Mesopotâmia, junto ao Golfo Pérsico, a partir do V milênio a. C., foi somente na Idade Média que ela cresceu de importância, após ter passado por momentos bastante obscuros, nos primórdios do Cristianismo. Pode-se dizer que sumerianos e babilônios criaram-na, os egípcios desenvolveram-na, os gregos deram-lhe roupagem científica e os árabes, já no período medieval, salvaram-na do total desaparecimento. (...) Após a queda do Império Romano do Ocidente, a astrologia desceu à condição de deturpada superstição, tornando-se, o seu estado de decadência, um dos motivos para que a Igreja Ocidental fizesse recrudescer os seus ataques às práticas astrológicas, apesar da existência de muitas referências astrológicas no Novo Testamento, como, por exemplo, os magos, no Evangelho de S. Lucas e diversas passagens do Apocalipse. A Igreja Oriental, porém, iria conservar alguns conhecimentos da astrologia científica, enquanto que, na Ocidental, ela seria fulminada pelos ataques de Santo Agostinho de Hipona (354-430). Ainda na Idade Média, todavia, os principais fundamentos da moderna astrologia iriam ser lançados por dois importantes teólogos da Igreja: S. Tomás de Aquino e Santo Alberto Magno. E foi nessa época de obscurantismo de todas as ciências que surgiram os árabes conquistadores, motivados pela força de sua nova religião: o Islã.(...) Donos de grande habilidade na Medicina, na Alquimia e na Astronomia, os árabes desenvolveram extensos estudos astronômicos, que mostram uma acentuada orientação astrológica.”

A ASTROLOGIA E A SUA PERMANÊNCIA ATÉ OS DIAS ATUAIS

Sem dúvida, uma das questões que deram uma grande dor de cabeça aos estudiosos pertencentes à Igreja durante o Período Medieval, era quanto à classificação da Astrologia: uma arte divinatória, simplesmente, que deveria ser proibida, ou uma ciência que deveria merecer toda a credibilidade? Por outro lado, a Astronomia, ao contrário da

Astrologia, não era vista com bons olhos pela Igreja, tanto que, uma das poucas obras adotadas no período da Idade Média era um compêndio de Astronomia do sábio grego Ptolomeu, onde constava sua teoria de que a Terra era o centro do Universo. Na época em que esse sábio viveu, havia um adágio latino que dizia: “os astros influenciam, mas não determinam.” Voltando à época medieval, Santo Alberto Magno resolveu de certa forma o impasse, dando a entender que os astros não podiam influenciar a alma humana, mas influenciavam com toda a certeza o corpo e a vontade dos homens. Por esse motivo, a Igreja no período da Inquisição, não “encaminhou” nenhum astrólogo para as suas fogueiras, bem ao contrário do que fez com os templários, os cátaros, os judeus e outros. Essa atitude da Santa Igreja fez com que a astrologia vicejasse ganhando o “status” de ciência, e inclusive sendo ensinada nas Universidades da época.

Quanto à Astronomia, a Igreja continuava com Ptolomeu, com sua tese de que a Terra ocupava o centro do Universo, em torno da qual moviam-se os sete planetas, número referente aos que eram conhecidos na Antiguidade e ainda na época em que Ptolomeu viveu. Em vista desse quadro, não é difícil de entender o porquê dessa mesma Igreja, ter relutado bastante em aceitar as descobertas que vinham se processando no âmbito da Astronomia, fundamentadas em observações e cálculos, e que teve expoentes do calibre de Copérnico,de Kepler e de Galileu.

Em nossos tempos atuais, depois de muita água correr por debaixo da ponte, aqueles que se baseiam em paradigmas científicos, vem hostilizando bastante os assuntos que se referem à Astrologia, invalidando qualquer pretensão de uma base também científica que seus praticantes insistem em defender, taxando-a de mera superstição, de ser uma pseudociência inventada pelos antigos e perpetuada até os nossos dias, por pessoas excêntricas ou charlatães. O correto mesmo, no entender de muitos, é sustentar que a influência dos astros sobre o Planeta Terra, é produto somente de uma série de leis naturais interagindo no âmbito do Universo, o que não significa dizer que guardam relação com a mente humana.

A ASTROLOGIA, A MAÇONARIA E AS COLUNAS ZODIACAIS

O grande estudioso e pesquisador maçom Theobaldo Varoli Filho escreveu o seguinte: “A Maçonaria respeita a astrologia como expressão de pensamento, assim como não interfere nas crenças de seus obreiros. Afinal de contas, foi da astrologia que nasceu a astronomia. Por outro lado, uma coisa é mencionar como fato histórico as idéias dos astrólogos e deixar a cada um a deliberação de pesquisar pessoalmente o que possa haurir de verdade sobre os vaticínios dos astros. Outra coisa é querer impingir aos maçons as doutrinas astrológicas. Isso é proibido na Maçonaria.”

Será que para falar das Colunas Zodiacais, teremos de obrigatoriamente falar de horóscopos?

SOBRE O POSICIONAMENTO DAS COLUNAS ZODIACAIS NO TEMPLO

Qual o correto posicionamento das Colunas Zodiacais no interior do Templo? Consultando o Diagrama do Templo constante do nosso Ritual e Instruções, lá estavam elas, seis de cada lado do Templo e no Ocidente. E aqui faço questão de frisar: no Ocidente.

As Colunas Zodiacais jamais serviram para sustentação da abóbada celeste.

“Via de regra – Não existem Colunas Zodiacais no Oriente.”

Mais autores consultados também dão o seu posicionamento correto como sendo no Ocidente, e outros omitem essa informação.

O Irmão e escritor Joaquim Roberto Pinto Cortez na sua obra “ A Maçonaria e as Tradições Bíblicas” assim se refere: “ Estas colunas devem ficar sempre nas paredes do Ocidente, sendo seis de cada lado.” Uma informação, no mínimo curiosa, é a que foi detectada e relatada pelo Irmão Denizart Silveira de Oliveira Filho, em uma das suas obras, que diz o seguinte: “(...) A sequência das Colunas é de Áries a Peixes, da seguinte maneira: primeira, ao Norte, próxima à parede ocidental – ou Noroeste –é a de Áries; e a última, ao Sul, também próxima à parede ocidental – ou Sudoeste – é a de Peixes. Isso, porque a representação do signo de Câncer deverá estar sempre ao Norte – correspondendo à coluna “B”, que marca a passagem do trópico de Câncer – e a do signo de Capricórnio estará sempre ao Sul – correspondendo à coluna “J”, que marca a passagem do trópico de Capricórnio. Esta exigência, todavia, não autoriza o erro cometido em certos Templos, com a colocação de apenas dez colunas, o que implica considerar as duas colunas vestibulares como as Zodiacais de Câncer e Capricórnio, o que é incorreto.”

AS COLUNAS ZODIACAIS E O SEU SIGNIFICADO

Uma opinião de peso e que posso reproduzir aqui é aquela proveniente de um artigo intitulado “Colunas Zodiacais”, do Irmão Sergio Quirino Guimarães, onde na forma de chamamento à leitura do mesmo, ele dispara: “Como você reagiria se eu dissesse que as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria? (pausa para pensar) Nossa! Isso é que eu chamo de saber atiçar a nossa curiosidade. E no transcorrer do mesmo ele mata a charada: “Mesmo após escrever tudo isso eu ainda lhe digo: as Colunas Zodiacais não são “coisas” da Maçonaria!

Você já ouviu falar que nossos Templos foram construídos de acordo com o Templo de Salomão? E no Livro da Lei há a descrição das doze colunas e todos esses símbolos?

Portanto as Colunas Zodiacais são elementos de alguns RITOS MAÇÔNICOS e por conta disso não podemos generalizar dizendo que fazem parte da Maçonaria;”

Basicamente, podemos dizer que as colunas zodiacais presentes na decoração dos nossos templos, e aqui cumpre enfatizar que estamos falando do Rito Escocês Antigo e Aceito, são Jônicas e são em número de doze, o que remete às doze constelações representadas pelo Zodíaco.

Estão distribuídas da seguinte forma: seis de cada lado, e geralmente estando engastadas nas paredes do Templo. Também podem ser encontradas como meias colunas caneladas que são colocadas ao longo das paredes. Sobre os capitéis estarão postas, ou pintadas, as representações dos doze signos zodiacais, que recebem o nome de pentaclos, que são a exposição dos signos estilizados, normalmente, com seus elementos e planetas respectivos.

Na Maçonaria Simbólica, o significado maior das colunas zodiacais tem ligação direta com o percurso que o iniciado deverá cumprir durante a sua vida maçônica, desde o marco inicial, ou seja, desde o seu ingresso como Aprendiz até o Grau de Mestre.

Aliás, a influência da Astrologia já se faz presente desde a Iniciação por ocasião das depurações via quatro elementos: a terra, a água, o ar e o fogo. Todos eles conhecidos

como elementos da natureza e formadores da Criação no estudo da Astrologia. Ainda, conforme o Irmão Pedro Juk: “(...) essa alegoria (...) está diretamente ligada ao conjunto iniciático entre o Homem e a Natureza. (...) Assim a alegoria das Colunas Zodiacais iniciam as estações do ano no Hemisfério Norte (a Maçonaria surgiu neste Hemisfério). Assim as três primeiras colunas compreendem a Primavera e as outras três, o Verão, sendo que esse grupo de seis colunas estende-se pela parede Norte denominado em Maçonaria como o Topo da Coluna do Norte. Essas colunas tem o sentido de leitura partindo do canto com a parede ocidental até a balaustrada do Oriente. Na outra face, ou topo do sul existem mais seis colunas com sentido de leitura da balaustrada do Oriente até o canto com a parede ocidental. No Sul as três primeiras representam o Outono e as últimas três, o Inverno.

(...) Em síntese essas Colunas representam a senda iniciática do Rito em questão – a Primavera e o Verão, o Aprendiz no Topo do Norte, enquanto que o Outono, o Companheiro e o Inverno, o Mestre. Essa alegoria é representada ligando o Homem aos ciclos da Natureza – infância, juventude, maturidade e morte. Essa renovação significa as etapas de aperfeiçoamento do Obreiro – Aprendiz, Companheiro e Mestre – tal qual se apresenta a Lei natural de morrer para renascer. É a morte simbólica do Iniciado na Câmara de Reflexão e o renascimento de uma nova vida a partir da Primavera.

AS COLUNAS ZODIACAIS E A SUA RELAÇÃO COM O GRAU DE APRENDIZ MAÇOM

Além das ponderações anteriores do Irmão Pedro Juk, no que se refere ao Grau de Aprendiz, ainda há mais informações importantes sobre as representações. Já sabemos que as Colunas Zodiacais são representadas pelos Símbolos inerentes aos 12 signos constantes no Zodíaco.

As colunas possuem uma ordem que é a seguinte: Ao Norte, e no sentido do Ocidente ao Oriente, temos: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. Ao Sul, e no sentido igual ao anterior, temos: Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Esses signos representam então toda a trajetória que é dada o Maçom percorrer a partir do momento em que é iniciado até chegar ao Grau de Mestre. Os signos diretamente relacionados com o Grau de Aprendiz são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem, como já relacionados anteriormente.

Na sequência, veremos cada um desses signos relacionados com o Grau de Aprendiz e suas respectivas representatividades:

ÁRIES: Corresponde à cabeça e ao cérebro do homem. É o símbolo que corresponde ao ardor iniciático, ao fogo interno e que é encontrado no candidato que está buscando a Luz. O Planeta é Marte e o elemento é o fogo.

TOURO: Corresponde ao pescoço e à garganta. Simboliza o Recipiendário, que devidamente preparado foi admitido nas provas referentes à Iniciação. O Planeta é Vênus e o elemento é a terra.

GÊMEOS: Corresponde aos braços e às mãos. Simboliza o recebimento da Luz pelo neófito. O Planeta é Mercúrio e o elemento é o ar.

CÂNCER: Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. Representa a instrução do Iniciado, e a absorção dos ensinamentos iniciáticos. É a Lua, o astro, e o elemento é a água.

LEÃO: Corresponde ao coração, que é o centro vital. É a crítica exercida pelo Iniciando, com o auxílio da razão, para selecionar o conhecimento. O astro é o Sol, e o elemento é o fogo.

VIRGEM: Corresponde ao plexo solar, responsável pela distribuição das funções no organismo. Simboliza a reunião dos materiais de construção pelo Aprendiz, para serem utilizadas no desbaste da Pedra Bruta. O planeta é Mercúrio, e o elemento é a terra.

De maneira óbvia, os signos faltantes relacionam-se com outros Graus, e que seriam, sem que entremos em maiores detalhes: Libra com o Grau de Companheiro e Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes com o Grau de Mestre.

As Colunas Zodiacais estão presentes em nossos templos, servindo de referência para a nossa orientação simbólica no Universo, onde, por extensão o Universo é uma imensa oficina. A nossa familiarização com elas, o nosso entendimento delas vai demandar certo tempo e talvez a compreensão maior só venha partir do momento em que se tenha uma visão global do contexto todo em que elas estão inseridas.

Como escreveu o Irmão Charles Evaldo Boller: “Na filosofia maçônica as Colunas Zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem.” Estudar o símbolo em sua profundidade, e entender que as Colunas Zodiacais tem a função de demarcar o caminho do Maçom, o caminho que ele deverá percorrer para atingir a perfeição.

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Antigamente, o homem não dispunha de metodologia científica e para não se sentir distante da compreensão dos mistérios do universo e da verdade absoluta, lançou-se a especulação, trabalhando o incompreensível e o imponderável. Por meio do Misticismo, o homem começou a se aproximar das respostas que queria no aspecto intelectual e espiritual.

O estudo das colunas zodiacais torna-se fascinante quando tentamos entender a sua simbologia, expressada por meio de figuras e imagens provenientes de vários povos, relacionando de maneira extraordinária o cosmos, o homem e a Maçonaria.

Os signos zodiacais são originários da babilônia, mas o egípcios desenvolveram magnífico trabalho de representação zodiacal. Os chineses também representaram as constelações por meio de imagens de animais.

O registro mais antigo que se tem de astrologia está no livro de Jô, o mais antigo Canon Hebreu, anterior ao de Moisés, que fala dos 12 signos e prova que os primeiros fundadores da ciência zodiacal pertenciam a um povo primitivo, antediluviano. Os povos sumerianos e babilônicos criaram a astrologia, os egípcios deram base científica e os árabes, no período medieval, salvaram-na do total desaparecimento.

Pode-se imaginar que tudo começou em tempos imemoriais, quando o homem, em vigília a zelar pelos rebanhos, observava os corpos celestes no firmamento intrigando-se com os seus regulares movimentos. Percebeu então que lenta e regularmente os astros

mudavam de posição em relação ao nascer do Sol, e que depois de determinado tempo voltavam com absoluta regularidade ao mesmo ponto no firmamento.

Não pode deixar de observar que o nascimento helíaco de certos grupos de estrelas se repetia em períodos coincidentes com determinados acontecimentos importantes de sua vida, como o nascimento de crias nos rebanhos, a recorrência regular de épocas de chuva, a germinação de culturas sazonais, e outros fatos de sua vida repetitiva de pastor-agricultor.

Sentiu então a necessidade de memorizar e registrar esses fatos astronômicos que começavam a se tornar importantes para orientação de suas atividades. Quando um determinado grupo de estrelas precedia o nascer do Sol era hora de plantar, ou era hora de transferir os rebanhos para outras pastagens, ou era hora de tosquia, ou era hora de colher, ou era tempo de cio entre os animais e era preciso acasalá-los, ou vinha o tempo de nascimentos em sua família. Foi uma consequência inevitável, que aos poucos ele tentasse melhor identificar esses tão importantes grupos de estrelas com nomes próprios, que naturalmente se relacionavam com suas atividades. Recorrer ao nascimento helíaco como ponto de referência foi um passo inicial importante, foi a descoberta de um referencial, foi o início da marcação e medição do tempo.

Nascimento helíaco de um astro é o seu aparecimento logo acima do horizonte imediatamente antes do nascer do Sol.

Assim os grupos de estrelas referenciais de tempo foram recebendo nomes tirados da vida quotidiana daqueles primeiros astrônomos. Esses nomes nada tinham a ver com a formação característica dos conjuntos estelares. Eram simples nomes apenas, nada relacionados com poderes mágicos e premonições.

O zodíaco, que em grego significa ciclo dos animais, é uma faixa celeste imaginária, que se estende entre 8 a 9 graus de cada lado da aclíptica e que com essa coincide. Eclíptica é o caminho que o Sol, do ponto de vista da Terra, parece percorrer anualmente no céu. Essa faixa foi dividida em 12 casas de 30 graus cada uma, e o Sol parece caminhar 1 grau por dia. Os planetas conhecidos na antiguidade (Mercúrio a Saturno) também faziam parte do zodíaco, pois suas órbitas se colocavam no mesmo plano da órbita da Terra. O zodíaco então é dividido em doze constelações, que são percorridas pelo Sol, uma vez por ano.

A maior evidência de que os nomes das constelações que formam o nosso zodíaco tiveram uma origem conforme descrito anteriormente está na sua relação com a vida pastoril. Podemos classificar os signos do Zodíaco em grupos de três formando quatro categorias distintas:

I) Os três reprodutores de seus rebanhos: Touro, Capricórnio (bode), Áries (carneiro).

II) Os três inimigos naturais dos rebanhos e dos pastores: Leão, Escorpião, Câncer (caranguejo).

III) Os três auxiliares mais importantes dos pastores: Sagitário (defensor, arqueiro), Aquário (aguadeiro ou carregador de água), Libra (pesador e sua balança).

IV) Os três mais destacados valores sociais da comunidade pastoril: Virgem, Gêmeos (benção dos Deuses), Peixes (alimentação).

No sempre presente afã humano de mistificar tudo o que não conhece ou não consegue explicar, já desde remota antiguidade começaram os homens a cercar de mistério as constelações do zodíaco, atribuindo-lhes poderes místicos e premonitórios e assim, creditando aos astros seus sucessos e infortúnios.

Um dos ramos dessa cultura mística, mediante observação de reis e pessoas, procurou determinar uma relação entre o dia do nascimento da pessoa e seu caráter. O processo empírico com que foi desenvolvido o sistema partiu do que se conhecia do homem em sentido moral, ético, beleza, força, determinação, para conectá-lo à posição dos astros. Uma espécie de engenharia reversa, que parte do resultado para lhe determinar fonte ou origem.

Assim originaram-se os diversos métodos astrológicos, cujo objetivo era decifrar a influência dos astros no curso dos acontecimentos terrestres e na vida das pessoas, em suas características psicológicas e em seu destino, explicar o mundo e predizer o futuro de povos ou indivíduos.

O mais famoso de todos, segundo especialistas, foi o sistema dos astecas. Com isso se influenciou o povo em ver nas previsões dos astrólogos a delineação de rumos para as suas vidas, a semelhança que se dava aos fenômenos naturais influenciáveis pelas linhas de força da gravitação universal.

As colunas zodiacais num templo maçônico do rito escocês antigo e aceito são doze. Servem como símbolos de demarcação do caminho do homem maçom em desenvolvimento. Localizam-se todas no ocidente e são sinais do crescimento do aspecto material, moral e ético do iniciado, que durante sua jornada transcende em sua religião com a divindade.

São seis em cada lado, normalmente engastadas nas paredes e sempre na mesma ordem. Constituem mais da metade de toda a decoração da Loja. Suas representações gráficas apresentam misturas dos quatro elementos místicos estudados por Aristóteles da Grécia antiga e sete astros.

Os rituais maçônicos usam os signos, sinais do zodíaco, em sentido simbólico, não falam em horóscopo, ou em diagrama das posições relativas dos planetas e dos signos zodiacais num momento específico, como o do nascimento de uma pessoa, ou com a intenção de inferir o caráter e os traços de personalidade e prever os acontecimentos da vida de alguém, ou um mapa astral, ou mapa astrológico.

O homem livre não carece disso quando estuda e evolui.

Na filosofia maçônica, as colunas zodiacais são apenas símbolos para estudo, destituídas da atribuição de aspectos da predição do comportamento do homem. É fácil deduzir que sua existência no rito escocês antigo e aceito tem finalidade educacional, parte de uma metodologia pedagógica específica à semelhança de outros símbolos e ferramentas.

As colunas zodiacais representadas no Templo são colunas da ordem jônica tendo, cada uma, sobre seu capitel, o pentaclo correspondente (pentaclo é a representação de cada signo com o planeta e o elemento que o caracteriza). As colunas são postadas longitudinalmente junto às paredes, sendo seis ao Norte e seis ao Sul. A sequência das colunas é de Áries a Peixes, iniciando-se com Áries ao norte próxima à parte Ocidental, e terminando com Peixes ao Sul também próxima à parte Ocidental.

Os signos zodiacais relacionados com o Grau de Aprendiz Maçom são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. O signo zodiacal relacionado com o Grau de Companheiro é Libra; e os inerentes ao Grau de Mestre Maçom são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Acompanhe cada um da sua representatividade:

Coluna nº 1: Áries, localizada junto à coluna do Norte, corresponde à cabeça e ao cérebro do homem e representa Benjamim e como faculdade intelectual, a vontade ativa gerada pelo cérebro. Corresponde ao planeta Marte e ao elemento fogo, representando no aprendiz o fogo interno, o ardor encontrado no Candidato à procura de Luz.

Coluna nº 2: Touro, localizada junto á coluna do Norte, corresponde ao pescoço e à garganta. É Issachar por representar a natureza pronta para fecundação, simboliza que o candidato, depois de ser adequadamente preparado, foi admitido nas provas de iniciação. Corresponde ao planeta Vênus e ao elemento Terra.

Coluna nº 3: Gêmeos, localizada junto á coluna do Norte, corresponde aos braços e às mãos, são os irmãos Simeão e Levi, como faculdade intelectual é a união da intuição com a razão. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Ar. Representa a terra já fecundada pelo fogo, á vitalidade criadora, simboliza o recebimento da luz pelo candidato.

Coluna nº 4: Câncer: localizada junto à coluna do Norte, representa o nascimento da vegetação, a seiva da vida, simboliza a instrução do iniciado e a absorção por parte dele, dos conhecimentos iniciáticos da Maçonaria. Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. É Zabulão, como faculdade intelectual representa o equilíbrio entre o material e o intelectual. Corresponde ao planeta Lua, como era conhecido na antiguidade e somente mais tarde, verificou-se tratar de um satélite da terra e ao elemento Água.

Coluna nº 5: Leão, localizada junto ao Oriente, corresponde ao coração, centro vital da vida física; é Judá. Como faculdade intelectual, os anelos do coração, pois se pensava ser ele o órgão do intelecto. Corresponde ao planeta Sol e ao elemento fogo, é para o Aprendiz a luz que vem do Oriente, é o calor dos Irmãos dentro da Loja. É o emprego da razão a serviço da crítica, é a seleção de conhecimento.

Coluna nº 6: Virgem, localizada junto ao Oriente; corresponde ao complexo solar que assimila e distribui as funções no organismo. É Ascher. Como faculdade intelectual exprime a realização das esperanças. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Terra. Representa, para o Aprendiz, o aperfeiçoamento, quando já pode se dedicar ao desbastamento da Pedra Bruta.

Coluna nº 7: Libra, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Vênus e o ar se refere ao grau de Companheiro Maçom. Simboliza o equilíbrio entre as forças construtivas e destrutivas.

Coluna nº 8: Escorpião, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Marte e pela água. A partir dessa coluna até a coluna de Peixes, todas se referem ao grau de Mestre Maçom. Essa coluna representa as emoções e sentimentos poderosos, rancor e obstinação e a constante batalha contra as imperfeições.

Coluna nº 9: Sagitário, localizada junto à coluna do Sul. Caracterizada por Júpiter e pelo fogo. Representa a mente aberta e o julgamento crítico.

Coluna nº 10: Capricórnio, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Terra. Simboliza a determinação e a perseverança.

Coluna nº 11: Aquário, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Ar. Representa o sentimento humanitário e prestativo.

Coluna nº 12: Peixes, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Júpiter e pela Água. Simboliza o desprendimento das coisas materiais.

A relação citada em relação às seis colunas do Aprendiz maçom pode ser simbolizada da seguinte maneira:

Áries – Fogo – Marte: O ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação;

Touro – Terra – Vênus: O Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas;

Gêmeos – Ar – Mercúrio: O Neófito recebe a luz;

Câncer – Água – Lua: O Iniciado instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos;

O Iniciado julga por si próprio e com severidade, as ideias que puderem seduzi-lo;

Virgem – Terra – Mercúrio: Tendo feito sua escolha, o Iniciado reúne os materiais de construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Para o grau de Companheiro Maçom temos:

Libra – Ar – Vênus: O Companheiro em estado de desenvolver seu máximo de atividade utilmente empregada.

As demais colunas se referem ao grau de Mestre Maçom.

As colunas zodiacais simbolizam o crescimento do iniciado no aspecto material, moral e ético, ou seja, é a demarcação do caminho que ele deve percorrer, a direção a ser seguida na busca da perfeição, por aqueles que procuram a verdade embasada na filosofia Maçônica. Nesse período de evolução, aqueles que continuarem nessa caminhada, descobrirão valores até então desconhecidos, segredos lhe serão revelados. Na jornada do iniciado se revela a existência de outros valores e segredos só desvelados aos que persistem nos estudos do rito e perseverantes em seu aprimoramento moral e intelectual.

O homem passa a contemplar outra maravilha, outro universo, uma miniatura daquele cosmos conhecido e representado pelas colunas zodiacais. Esse é o verdadeiro centro do universo da ótica do iniciado. É quando ele desvela o seu mundo interior, a suprema verdade do triunfo humano, a espiritualidade do maçom, ou aquilo que ele considera a representação dela. O conjunto aponta o cosmos, de onde é réplica uma realidade física

e transcendental interna, o seu macrocosmo, o seu universo interior, onde ele encontra os vestígios do Grande Arquiteto do Universo e torna-se homem completamente livre e útil ao propósito Divino e realmente útil à humanidade.

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Acompanhe cada um da sua representatividade:

Coluna nº 1: Áries, localizada junto à coluna do Norte, corresponde à cabeça e ao cérebro do homem e representa Benjamim e como faculdade intelectual, a vontade ativa gerada pelo cérebro. Corresponde ao planeta Marte e ao elemento fogo, representando no aprendiz o fogo interno, o ardor encontrado no Candidato à procura de Luz. ´

Coluna nº 2: Touro, localizada junto á coluna do Norte, corresponde ao pescoço e à garganta.

Representa a natureza pronta para fecundação, simboliza que o candidato, depois de ser adequadamente preparado, foi admitido nas provas de iniciação. Corresponde ao planeta Vênus e ao elemento Terra.

Coluna nº 3: Gêmeos, localizada junto á coluna do Norte, corresponde aos braços e às mãos, são os irmãos Simeão e Levi, como faculdade intelectual é a união da intuição com a razão.

Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Ar. Representa a terra já fecundada pelo fogo, á vitalidade criadora, simboliza o recebimento da luz pelo candidato.

Coluna nº 4: Câncer: localizada junto à coluna do Norte, representa o nascimento da

vegetação, a seiva da vida, simboliza a instrução do iniciado e a absorção por parte dele, dos conhecimentos iniciáticos da Maçonaria. Corresponde aos órgãos vitais respiratórios e digestivos. Como faculdade intelectual representa o equilíbrio entre o material e o intelectual.

Corresponde ao planeta Lua, como era conhecido na antiguidade e somente mais tarde, verificou-se tratar de um satélite da terra e ao elemento Água.

Coluna nº 5: Leão, localizada junto ao Oriente, corresponde ao coração, centro vital da vida física; é Judá. Como faculdade intelectual, os anelos do coração, pois se pensava ser ele o órgão do intelecto. Corresponde ao planeta Sol e ao elemento fogo, é para o Aprendiz a luz que vem do Oriente, é o calor dos Irmãos dentro da Loja. É o emprego da razão a serviço da crítica, é a seleção de conhecimento.

Coluna nº 6: Virgem, localizada junto ao Oriente; corresponde ao complexo solar que assimila e distribui as funções no organismo. Como faculdade intelectual exprime a realização das esperanças. Corresponde ao planeta Mercúrio e ao elemento Terra. Representa, para o Aprendiz, o aperfeiçoamento, quando já pode se dedicar ao desbastamento da Pedra Bruta.

Coluna nº 7: Libra, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Vênus e o ar se refere ao grau de Companheiro Maçom. Simboliza o equilíbrio entre as forças construtivas e destrutivas.

Coluna nº 8: Escorpião, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Marte e pela água.

A partir dessa coluna até a coluna de Peixes, todas se referem ao grau de Mestre Maçom. Essa coluna representa as emoções e sentimentos poderosos, rancor e obstinação e a constante batalha contra as imperfeições.

Coluna nº 9: Sagitário, localizada junto à coluna do Sul. Caracterizada por Júpiter e pelo fogo.

Representa a mente aberta e o julgamento crítico.

Coluna nº 10: Capricórnio, localizada junto à coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Terra. Simboliza a determinação e a perseverança.

Coluna nº 11: Aquário, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Saturno e pelo elemento Ar. Representa o sentimento humanitário e prestativo.

Coluna nº 12: Peixes, localizada na coluna do Sul, caracterizada por Júpiter e pela Água.

Simboliza o desprendimento das coisas materiais.

A relação citada em relação às seis colunas do Aprendiz maçom pode ser simbolizada da seguinte maneira:

Áries – Fogo – Marte: O ardor iniciático conduzindo à procura da Iniciação;

Touro – Terra – Vênus: O Recipiendário (aquele que é solenemente recebido em uma agremiação), judiciosamente preparado, foi admitido às provas;

Gêmeos – Ar – Mercúrio: O Neófito recebe a luz;

Câncer – Água – Lua: O Iniciado instrui-se, assimilando os ensinamentos iniciáticos;

O Iniciado julga por si próprio e com severidade, as ideias que puderem seduzi-lo;

Virgem – Terra – Mercúrio: Tendo feito sua escolha, o Iniciado reúne os materiais de

construção para desbastá-los e talhá-los, segundo o seu destino.

Para o grau de Companheiro Maçom temos:

Libra – Ar – Vênus: O Companheiro em estado de desenvolver seu máximo de atividade utilmente empregada.

As demais colunas se referem ao grau de Mestre Maçom.

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Tenho tratado exaustivamente do simbolismo das Colunas Zodiacais, próprias do Rito Escocês Antigo e Aceito. Em resumo as doze Colunas dispostas em grupos de seis em cada uma das paredes Norte e Sul (topos) representam a senda iniciática do maçom.

Divididas em grupos de três elas representam a partir do canto norte no Ocidente a Primavera (as três primeiras) e o Verão (as outras três). Já na parede Sul, partindo da grade do Oriente o primeiro grupo de três representa o Outono, enquanto que o último

grupo, o Inverno. Essa alegoria reportada à Lei da Natureza sugere as etapas da vida do iniciado – infância, adolescência (Aprendiz), juventude (Companheiro) e maturidade (Mestre).

Esses ciclos naturais se reportam ao ponto de vista do Hemisfério Norte do globo terrestre, cujo alinhamento com as constelações em numero de doze determina a faixa do zodíaco. O primeiro ciclo que principia em março parte do equinócio de primavera, enquanto que o segundo se inicia em junho no solstício de verão. Assim segue o terceiro ciclo que se inicia em setembro no equinócio de outono e por fim o quarto ciclo que começa no solstício de inverno. Essa é na verdade a alegoria do renascimento e morte da Natureza. Nesse ínterim a Maçonaria francesa associa alegoricamente a interpretação da morte e o renascimento do Iniciado (Lenda do Terceiro Grau).

Resumos à parte formou-se o conceito duodenário zodiacal na Maçonaria que, diga-se de passagem, nada tem a ver com as previsões e adivinhações do horóscopo.

Nesta alegoria maçônica o espaço de um ano sugere uma espécie de protótipo dos ciclos naturais que emblematicamente se liga às fases da vida humana assim como àquelas inerentes à Iniciação.

Quanto aos triângulos estes estão dispostos com associação às constelações (signos) e os ciclos naturais terrenos.

Os cultos solares são à base das principais religiões terrenas. Assim ainda existe o misticismo dessa ligação com os quatro Elementos Alquímicos da Antiguidade – Terra, Ar, Água e Fogo.

As provas da Iniciação no Rito Escocês possuem elo com os Elementos. A prova da Terra (Câmara de Reflexão), a prova do Ar (Primeira Viagem), prova da Água (Segunda Viagem) e a prova do Fogo (Terceira Viagem).

Em sendo as doze Colunas a representação desses ciclos iniciáticos seguem algumas concepções para cada um desses alinhamentos, porém senão antes especificar que os triângulos como símbolos alquímicos com ápice apontado para cima representam o Fogo e o Ar, enquanto que os apontados para baixo representam a Terra e a Água.

Colunas Zodiacais localizadas na parede Norte (sentido de leitura – do extremo Ocidente para a grade do Oriente):

1 – Constelação de Áries (Primavera), Fogo (ápice para cima). Nesse sentido se trata do fogo que constrói no interior, cujo estímulo se traduz no crescimento e no desenvolvimento. Afastado pelas trevas do inverno, este revive na primavera provocando o reavivamento da Natureza (ressurreição). O Equinócio e a passagem do Sol para o hemisfério norte. Os dias são iguais às noites na sua duração. Simboliza o ardor iniciático em direção à Iniciação.

2 – Constelação de Touro (Primavera), Terra (ápice para baixo). Implica na matéria receptiva da luz solar, cujo efeito é a fecundação. Os dias começam prevalecer mais que as noites. Esse conceito se coaduna com preparação interior. Simboliza que o recipiendário, posteriormente a uma criteriosa preparação será admitido nas provas.

3 – Constelação de Gêmeos (Primavera), Ar (ápice para cima). A Terra já fecundada pelo fogo se apresenta com vitalidade construtiva no elemento etéreo. Sublime e puro acentua a sublimação da Natureza. As noites se encurtam ainda mais e os dias aumentam em sua intensidade. Simboliza o Neófito que recebe a Luz.

4 – Constelação de Câncer (Verão), Água (ápice para baixo). A Natureza atinge a plenitude. Estação em que a força e a robustez da vegetação são resplandecentes, porém não há ainda propriedade para a colheita, pois os frutos estão por enquanto verdes. Solstício de Verão (João, o Batista) - os dias são longos em sua duração. Implica que o iniciado busca a judiciosa instrução e assimila os ensinamentos iniciáticos adquiridos.

5 - Constelação de Leão (Verão), Fogo (ápice para cima). A ação tórrida do fogo exterior intervém para ressecar e matar a constituição aquosa. Os frutos começam a amadurecer. Os dias são ainda longos prevalecendo à intensidade da Luz. Simboliza o Iniciado que começa adquirir a capacidade do julgamento das ações e ideias que porventura puderem seduzi-lo.

6 – Constelação de Virgem (Verão), Terra (ápice para baixo). A substância fecundada como esposa fertilizada pelo Fogo. A colheita está madura no momento em que o calor é agora menos tórrido. Os dias começam a encurtar para se aproximar do equilíbrio. É final de verão e aproxima-se a próxima estação. Simboliza o Iniciado que agora reúne os materiais e ferramentas. Do desbaste e preparação, aproxima-se o momento da elevação da Obra. Fica aqui a observação sobre Câncer. Este símbolo está situado no Norte e também corresponde a Coluna Solsticial “B” que marca a passagem do Trópico de Câncer como limite astronômico boreal da revolução anual do Sol. Daí Câncer estará sempre no Norte.

Colunas Zodiacais localizadas na parede Sul (sentido de leitura - da grade do Oriente para o extremo do Ocidente):

1 – Constelação de Libra, ou Balança (Outono), Ar (ápice para cima). É o equilíbrio das forças naturais construtoras e destrutivas. O fruto no ponto máximo da colheita e do sabor. Equinócio de Outono e os dias e noites são iguais em sua duração. O Sol se prepara para passar para o outro hemisfério. Simboliza agora o Companheiro e a juventude no estado máximo da atividade. A obra começa a ser elevada. A juventude, a ação e o trabalho são as pragmáticas do Grau. O trabalho começa ao Meio-Dia (puberdade).

2 – Constelação de Escorpião (Outono), Água (ápice para baixo). O aproveitamento do fruto e a preparação da semente que se apronta para morrer. Significa a base da construção vital e a combinação do elemento primário. O Sol se precipita para o outro hemisfério e as noites começam a prevalecer sobre os dias na sua duração. Simboliza um grau de maior de experiência, porém o Mestre é ferido de morte. O iniciado mata o iniciador.

3 – Constelação de Sagitário (Outono), Fogo (ápice para cima). A Natureza moribunda pela existência de pouca Luz assume um aspecto desolador e destaca o espírito do cadáver do Mestre. É o fim do outono que inexoravelmente encontrará a estação das

trevas. Simboliza que o Companheiro se despede da juventude para ingressar na maturidade - “Eis que chegarão os dias em que tu dirás: essa idade não me agrada”.

4 – Constelação de Capricórnio (Inverno), Terra (ápice para baixo). A Natureza está morta. Nada mais vive. Os frondosos ramos verdes agora exibem os galhos desnudos. A substância terrena, embora inerte e passiva, permanece no aguardo de uma renovação e fecundação. A Terra fica viúva do Sol que atingiu o seu ápice no deslocamento para o outro hemisfério (há a prevalência das trevas – dias curtos e noites longas). É o solstício de inverno obedecendo a Lei Natural de morrer para renascer (João, o Evangelista). A semente que morreu, no futuro certamente produzirá bons frutos. Simboliza a idade madura e o Mestre. O túmulo é descoberto na certeza de que a semente (Sabedoria) um dia reviverá da escuridão – Natalis Invicti Solis.

5 – Constelação de Aquário (Inverno), Ar (ápice para cima). Na terra adormecida os elementos constitutivos da Natureza começam a se preparar para a nova geração que se aproxima. O Sol reinicia sua jornada de retorno e as noites começam a se encurtar. Simboliza que a vitalidade inerte começa a acordar. O cadáver do Mestre é desenterrado e uma cadeia de esforços é formada para ressuscitá-lo.

6 – Constelação de Peixes (Inverno), Água (ápice para baixo). O inverno chega ao seu fim. A neve se derrete impregnando o solo de fluídos imprescindíveis para a renovação e revitalização da Natureza. Os dias aumentam na sua duração anunciando a nova estação que virá com a passagem de retorno do Sol pelo equador. A época da ressurreição se avizinha. Enfim a Natureza reviverá pelos bens (frutos e sementes) produzidos pelas estações. Simboliza que o Mestre é levantado e revivido. Assim se despede o “caos”, pois a ressurreição traz consigo a Palavra Perdida. Fica aqui outra observação, agora sobre Capricórnio. Este símbolo está situado no Sul e também corresponde a Coluna Solsticial “J” que marca a passagem do Trópico de Capricórnio como limite astronômico austral na revolução anual do Sol. Daí Capricórnio estará sempre no Sul.

Bibliografia consultada:

1. Revista Universo Maçônico - 15/06/2010

2. A Astrologia na Maçonaria I - Martha Follain

3. As Colunas Zodiacais - Charles Evaldo Boller

4. Noções sobre o seu Simbolismo no Universo da Relação Maçonaria e Astrologia – Roberto de Jesus Sant’Anna – MM – G.O.B.

5. Colunas Zodiacais – Perguntas e Respostas – Laurindo Gutierrez – Grande Oriente do Paraná - 30/11/2011

6. Maçonaria e Astrologia – José Castellani

Ariosto C Silveira

Janeiro 2019